Quem entra no pavilhão e vê os ecrãs gigantes a brilhar e o som cristalino, não imagina a coreografia complexa que aconteceu nas horas anteriores. Organizar um Tech Summit não é apenas sobre escolher oradores; é um exercício de engenharia e gestão de crise em tempo real.
O Desafio das 48 Horas
Tínhamos apenas dois dias para transformar um 'black box' vazio numa arena de conferências. A nossa equipa de 150 técnicos trabalhou em turnos rotativos de 24 horas. O primeiro passo foi o 'rigging' (pontos de suspensão no teto), onde pendurámos mais de 5 toneladas de equipamento de som e luz. Um atraso aqui teria comprometido toda a montagem do chão. A precisão teve de ser milimétrica.
Tecnologia que não Falha
Num evento de tecnologia, o Wi-Fi é como o oxigénio: se falhar, o evento morre. Implementámos uma rede dedicada com redundância tripla, capaz de suportar 5000 dispositivos simultâneos. Além disso, os ecrãs LED curvos de 20 metros exigiram servidores de media dedicados para processar gráficos em 8K sem latência. O momento de tensão? O teste final de som às 4 da manhã, garantindo que a voz do CEO se ouvia perfeitamente tanto na primeira como na última fila.
A Arte de Receber
Enquanto a tecnologia é fria, o acolhimento tem de ser humano. O check-in foi 100% digital via QR Code, demorando em média 15 segundos por pessoa. Mas por trás dos iPads, estava uma equipa de hospedeiras treinadas não só para validar bilhetes, mas para resolver problemas com um sorriso. O feedback final do cliente? 'Parecia que o evento flutuava'. Para nós, esse é o maior elogio: quando o esforço titânico dos bastidores resulta numa experiência fluída e sem esforço para o participante.